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Haim conversa sobre seus projetos recentes e o fato de estarem sempre escrevendo

Desde que foram capa da revista FADER e lançaram seu primeiro álbum, Days Are Gone, as irmãs HAIM têm estado bastante ocupadas. No intervalo da turnê mundial, Danielle, Este e Alana lançaram um videoclipe dançante para o seu último single, “If I Could Change Your Mind” com um toque retrô e perfeito para criar GIFs, coreografado pela grande Fatima Robinson (Aaliyah, Dreamgirls), experimentaram sua primeira Fashion Week em Paris e fecharam uma parceria com a Nike para apresentar o uniforme da seleção de futebol dos Estados Unidos para a Copa do Mundo no Brasil. Momentos antes de estrearem no festival de música Coachella, nos Estados Unidos, as Haim conversaram com a FADER sobre seus projetos recentes, como aprenderam a coreografia do último vídeo e a possibilidade de um kit de nail art com a marca Haim.

Como surgiu a campanha da Nike? ESTE: Todas nós jogávamos futebol quando éramos crianças. ALANA: Eu era a melhor. ESTE: Alana era a melhor, com certeza. DANIELLE: Meu pai jogava futebol. Você pode imaginar que tudo o que ele mais queria era um menino com quem pudesse jogar e, no fim das contas, teve três garotas. ESTE: Mas nós jogávamos com ele mesmo assim. DANIELLE: Ele tentou nos transformar em jogadoras profissionais. ESTE: Acabou não dando certo, mas ainda adoramos bater uma bola no quintal com ele. A capa do álbum foi feita no nosso campo de futebol. Nós montávamos um gol, e eram três contra um, mas meu pai sempre ganhava. Mas, enfim, mencionamos a nossa paixão pelo futebol para um amigo que conhecia alguém na Nike, e foi meio que no boca a boca. Eles nos perguntaram se queríamos fazer e, obviamente, nós dissemos: “Dã!”.

Vocês vão para a Copa do Mundo? ESTE: Nós queremos. Vamos estar em turnê até o fim de julho, mas vamos torcer pela TV.

Para quem vocês vão torcer? ESTE: Para os Estados Unidos, obviamente. ALANA: Passamos tanto tempo no Reino Unido que tenho a sensação que precisamos torcer para a Inglaterra também, mas, de todos os países, acho que o Brasil é a melhor aposta. Mas os Estados Unidos vêm em primeiro lugar.



De onde veio a ideia para o vídeo de “If I Could Change Your Mind”? DANIELLE: Conheço Warren [Fu], nosso diretor, há bastante tempo. Quando eu tocava com Julian [Casablancas], foi ele quem fez toda a direção de arte do álbum. Ele sempre falava sobre fazer um videoclipe, e nós queríamos um dançante. Ele nunca havia feito um vídeo assim antes, mas achamos que seria legal um vídeo com a estética e a cenografia dele. Então, fizemos a proposta, e ele aceitou. Dissemos que só faríamos o vídeo se a Fatima [Robinson] coreografasse, porque somos muito fãs dela. Entramos em contato, ela disse que sim, e nós: “OK, vamos lá. Acho que vamos mesmo fazer um vídeo dançante”. Quando tudo finalmente começou a acontecer, era como: “Caramba”.

Como foi o ensaio para aprender os movimentos? DANIELLE: Intenso. ALANA: Estávamos prestes a sair para a nossa última turnê no Reino Unido, nem sabíamos se conseguiríamos fazer o vídeo naquele espaço de tempo. Pensamos em filmar na Austrália. Mas, então, pensamos: “Dane-se, vamos fazer isso”. DANIELLE: Em três dias. ALANA: Durante o dia, nós ensaiávamos para a turnê com a banda, e então, das oito da noite... ESTE: Até as três da manhã... ALANA: Até os nossos pés sangrarem, ensaiávamos a coreografia. Fizemos isso por três dias, e no final do primeiro dia já estava quase bom. Nós dançávamos na frente de um espelho, e antes da gravação, pensamos: “Oh, não tem espelho. Caramba, agora é pra valer”. ESTE: Fizemos caretas em vários dos primeiros takes, porque, se você não se vê no espelho, você não sabe o que está fazendo. ALANA: Você fica vesga. ESTE: Você fica com a língua pra fora. ALANA: Você faz cara de besta. Mas foi a coisa mais louca que eu já fiz, dançar de salto alto por três dias. Eu me senti a Beyoncé.

Vocês fariam isso de novo? TODAS: Sim, com certeza. ALANA: E eu tinha esquecido como eu amo aulas de dança, porque não fazíamos isso desde que éramos bebês, desde “Parakeets in Tap Shoes”. ESTE: Esse é o nome da primeira dança da Alana, de quando ela tinha quatro anos. É uma música muito fofa. ALANA: A Fatima nos colocou em forma, à força. Ela não estava brincando. Acho que ela sentiu pena da gente.

Foi um momento de renovação transformador. ALANA: Foi. Foi como “Making the Band” [série de TV que acompanha a criação de uma banda em cada temporada]. Parecia um “Making the Video” [série de TV que acompanha o processo de filmagem de vários videoclipes].



Vocês têm escrito algum material novo? DANIELLE: Sim, estamos começando a escrever na estrada. Temos uma pequena estrutura montada com o GarageBand. ESTE: Estamos fazendo demos com todas as nossas ideias de letra e melodia, então já temos “My Song 7”, “8” e “9”.

Como elas se comparam às faixas de Days Are GoneESTE: Geralmente, o som aparece no estúdio. Demos são bastante líricas. São como ossos expostos.

Vocês pensam em seguir em uma direção completamente diferente? ESTE: Tipo um álbum de klezmer [um gênero musical judaico]? Podemos gravar um álbum de polca, mas acho que seria bom esperar até o quinto disco. ALANA: Nós lançamos o tipo de música que gostamos de ouvir, então, se gostamos do que ouvimos no estúdio, a faixa é lançada; se não, vai para o lixo.

Obviamente, vocês sempre são muito elogiadas pelo estilo. Vocês já foram abordadas para criar uma linha de marca? ALANA: Não

Vocês têm alguma aspiração como estilistas? ALANA: Estamos no modo “música”. ESTE: Acho que você deve fazer aquilo que sabe fazer. Quando eu estava no ensino médio, eu vestia muu muus [um tipo de vestido de origem havaiana] de cabeça para baixo, para usar como saia, e acho que isso significa que talvez eu não deva ser uma estilista. Não acho que eu tenha um dom para isso. Mas gostamos de brincar com roupas e escolher peças umas para as outras. ALANA: Eu prefiro lançar sete álbuns.

Alana, na sua entrevista para a revista Coveteur, você disse que faria nail art caso a carreira musical não desse certo. Isso me faz pensar em quando será lançado o kit de nail art das Haim. ALANA: Oh, meu Deus. ESTE: Isso realmente pode acontecer. ALANA: É o meu sonho. Mas já pensei sobre isso, e não consigo imaginar como seria. O mundo é muito grande. Muita coisa já foi feita. Eu não seria capaz de reinventar a roda. ESTE: Existe algum território inexplorado em se tratando de nail art? ALANA: Eu caí numa brincadeira de primeiro de abril sobre uma história de um kit que fazia crescer grama na sua unha. Fiquei horas pesquisando, tentando descobrir como fazer crescer grama na unha, e então percebi que era mentira, mas foi uma ótima ideia. ESTE: Eu ferrei com a Alana no dia da mentira. Coloquei um anúncio no Craigslist no dia primeiro de abril, com o título: “Preciso vender um ingresso para o Coachella hoje, $50”, com o número da Alana, dizendo: “A pessoa que deixar um recado de voz com a melhor imitação do Darth Vader ganha o ingresso”. A Alana ficou horas apagando mensagens. ALANA: Eu tive que trocar de número. ESTE: Não, ela não trocou de número. Depois daquele dia as pessoas pararam, porque perceberam que era uma brincadeira de primeiro de abril. Mas durante as duas primeiras horas, foi fantástico. As pessoas realmente se esforçaram na imitação de Darth Vader. Algumas imitaram o Chewbacca, também.

Tradução feita por: Sayuri Arawaka

Haim conversa sobre seus projetos recentes e o fato de estarem sempre escrevendo Haim conversa sobre seus projetos recentes e o fato de estarem sempre escrevendo Reviewed by Julia Novaes on 15:09 Rating: 5

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