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Haim fala sobre trabalhar com Kid Cudi e ASAP Rocky

Em 2012, Haim entrou na lista da Complex entre as 20 novas bandas para se ouvir, e é fácil perceber o porque. A banda de Los Angeles ganhou popularidade em uma idade precoce por fazer covers de músicas antiga com a banda da família chamada Rockinhaim. Quando se tornaram adultas, Este (28), Danielle (25), e Alana Haim (23) se aventuraram a escrever suas próprias músicas que se tornaram as favoritas da cena do Indie-pop e muito mais. Para uma banda que só tem um EP oficial, parece que elas já estouraram. Haim está ganhando uma outra reputação por fazer shows incríveis. Combinado com os singles cheio de sucesso – o ensolarado “Forever” e o temperamental “Falling”- e as irmãs possuem todos os ingredientes certos pra fazer isso ficar maior. Nós recentemente nos sentamos com Haim pra conversar sobre tudo de ser uma atração que deve ser vista nos festivais até o dueto amplamente elogiado com Kid Cudi no álbum Indicud. Nós também falamos sobre outros artistas de hip-hop que elas gostariam de trabalhar, e o status do tão aguardado álbum de estréia.

Haim sempre é colocada na lista de bandas que se deve ver nos festivais. Qual é a sensação?

Danielle: É legal saber que as pessoas querem nos ver ao vivo. Nós nos consideramos um tipo de banda ao vivo. Nos divertimos muito ao vivo. É incrível. 
Alana: Eu acho que na verdade, é loucura. Isso não entra direito na minha cabeça. Tipo “Ah, legal, todo mundo está nessa lista.” Mas eu não percebo o prestígio disso. Eu meio que fico, “Porque eu estou nessa lista? O que é essa lista? É uma piada?” Eu sempre fico “Quem são essas pessoas. Porque elas se importam?” Eu ainda, estou confusa. Nós passamos nossa vida toda tocando ao vivo. Quando nós começamos a banda, tudo o que nós falamos é que primeiramente e o mais importante, é que nós somos uma banda ao vivo.
Este: Nós nos divertimos demais.

Vocês sentem saudades de tocar com seus pais?

Alana: Eu sinto. Eles também sentem. Meus pais estão aqui, na verdade, e eles estão sempre esperando nos cantos do palco pra gente falar, “Vem, Mãe e Pai, venham pro palco!”.
Danielle: É só separar uma guitarra e umas baquetas.
Alana: Quero dizer, foi como a gente aprendeu a tocar. Meus pais, sem eles nós não estaríamos aqui hoje. Realmente, quando nós começamos Rockinhaim nós éramos muito novas. A gente estava no palco desde muito, muito cedo. Então, meio que nos ajudou na presença de palco, tocar ao vivo e não ter medo.
Este: Nós supomos que todas as famílias tocam juntas.
Alana: Ás vezes nós tocamos com eles. De vez em quando, eles sobem no palco, nos shows do verão. No meu aniversário de 21 anos, eles subiram no placo, eles cantaram “Mustang Sally” no Brooklyn no Musical Hall of Williamsburg. Todo mundo pira por causa dos meus pais. Eles amam os dois. Eu acho que eles amam mais nossos pais do que nós.
Alana: Eu sinto. Eles também sentem. Meus pais estão aqui, na verdade, e eles estão sempre esperando nos cantos do palco pra gente falar, “Vem, Mãe e Pai, venham pro palco!”.
Danielle: É só separar uma guitarra e umas baquetas.
Alana: Quero dizer, foi como a gente aprendeu a tocar. Meus pais, sem eles nós não estaríamos aqui hoje. Realmente, quando nós começamos Rockinhaim nós éramos muito novas. A gente estava no palco desde muito, muito cedo. Então, meio que nos ajudou na presença de palco, tocar ao vivo e não ter medo.
Este: Nós supomos que todas as famílias tocam juntas.
Alana: Ás vezes nós tocamos com eles. De vez em quando, eles sobem no palco, nos shows do verão. No meu aniversário de 23 anos, eles subiram no placo, eles cantaram “Mustang Sally” no Brooklyn no Musical Hall of Williamsburg. Todo mundo pira por causa dos meus pais. Eles amam os dois. Eu acho que eles amam mais nossos pais do que nós.
Danielle: Eles são bons, é por isso. Eles são muito bons.
Alana: Minha mãe é muito engraçada. Ela realmente possui um status de Beyoncé. Quando minha mãe pega o microfone, é tipo, se prepara banda! Mama Haim faz o que ela nasceu pra fazer.
Este: Donna and the Haims.

Como vocês se diferenciam umas das outras?

Alana: Nós praticamente somos as mesmas, mas com idades diferentes, em diferentes pontos das nossas vidas. Eu me sinto como Este e Danielle quando elas tinham 21. Pelo menos eu tive sorte porque eu pude ver elas crescerem. E pensar, ‘não vou fazer isso. ’
Este: Aprendeu com os nossos erros.
Alana: Vou fazer isso, não vou fazer aquilo. Não vou fazer esse erro. Mas, nós somos bem relaxadas. Quero dizer, Este é a que pula do palco. Essa é a nova coisa dela. 

Existem alguns artistas de hip hop que estão entrando em contato com vocês ultimamente. Qual é a sua reação?

Danielle: Nós amamos hip hop.
Alana: É, eu sinto que todas as pessoas que fizeram contato, nós não temos medo de nada. Nós amamos trabalhar com as pessoas. Todo mundo que, nós somos fãs. Quando Cudi entrou em contato, a gente ficou, “Ai meu Deus, Claro que sim! Isso é incrível!” Nós nos encontramos com ele no studio que ele tem em L.A. Literalmente, no dia que nós íamos começar a turnê. Nós não sabíamos que isso ia acontecer. Nós achamos que a gente ia apenas passar o dia juntos e curtir um pouco.
Este: Eu só queria curtir.
Alana: E ele falou, “Eu estou tentando fazer essa música por muito tempo.”
Danielle: E era uma música do Hit-Boy, e nós amamos Hit-Boy. “Paris” é a minha música.
Alana: Ele disse, “ela nunca funcionou.” Todo mundo ta trabalhando nisso.
Danielle: Ele falou, “Kanye tentou escrever, e então nós tentamos gravar. Mas nunca funcionou” Era pra estar no álbum Watch The Throne.
Alana: E nós nos perguntamos, “Porque diabos você quer nós pra fazer isso?”
Danielle: Eu estava tipo “Ai meu Deus.”
Este: Tudo bem, sem pressão!
Danielle: Eles tocaram e a gente falou, “Put* merd*!”
Este: Era só a musica, nós passamos o dia e escrevemos em cima. Nós fizemos tudo isso em um dia.
Danielle: Ele tinha que colocar no álbum [Indicud] na próxima semana. Ele queria que ela estivesse no álbum, mas não sabia como. Mas a gente tinha a ponte, então a gente só bagunçou um pouco os versos. E virou que nós basicamente estamos na música toda. Ele não fez o rap. Foi incrível.



Como é trabalhar com Cudi?

Alana: Foi muito divertido.
Danielle: A energia dele é, “Vai lá e faz o que você tem que fazer.” Ele nem sequer disse algo. Ele só falava, “faça”. Ele deu muito apoio.
Este: Ele tem a melhor vibe do mundo.
Danielle: É estranho. Nós passamos meses e meses pra gravar. Nós levamos muito tempo pra deixar tudo perfeito. E com ele, só precisamos de um dia.
Alana: Nem um dia, foram quatro horas.
Danielle: Nós fizemos e pronto. Meio que tava fora do nosso alcance. Nós achamos que foi incrível.
Alana: Nós nem sabíamos se iria entrar pro CD ou não. Literalmente, um dia a gente viu que o tracklist tinha vazado. E tipo, “Red Eye” participação de Haim. 

Quem apareceu com o conceito de “Red Eye?

Danielle: Ele tinha a ponte: “I’m floating through the night on a red eye, red eye.”
Alana: Mas ele disse, “Honestamente, “red eye” pode significar tanta coisa diferente.” Ele não queria que fosse tipo, “Ah, você está em um avião ou está drogado.” Você pensa no que red eye significa, e pronto.
Este: Todos nós estávamos passamos por coisas diferentes na época.
Alana: E ele é uma pessoa que apoia muito. Nós chegamos no studio bem assustadas, porque não sabíamos como ele era. A gente não sabia se iríamos nos dar bem. Nós somos muito diferentes. Tudo o que ele fez foi dizer, “Vá pra cabine!” e dançava enquanto nós estávamos cantando.
Este: Ele também pediu muita comida. Nós festejamos muito. Foi a melhor coisa. 

Vocês falaram que outros rappers entraram em contato. Com quem mais vocês trabalharam?

Este: Nós cantamos com o A$AP Rocky, a música “LVL”
Alana: A gente canta bem no final. [todas começam a cantar ‘All you need is love’] Essa história é muito louca, a gente conheceu A$AP em um festival um ano atrás.
Danielle: Cudi era a atração principal.
Alana: Nós não conhecíamos Cudi ainda. Nós estávamos sendo entrevistadas e o A$AP meio que passou por lá e nós acabamos fazendo a entrevista juntos. Nós acabamos andando pelo festival juntos. E ele nos deu o número do celular dele, mas—
Este: Não, não, não. A$AP queria que nós desistíssemos da Haim pra virar sua banda de apoio.
Alana: Ele perguntou, “Como vocês se sentem sobre sua banda?”
Este: O quão sério vocês levam Haim?
Alana: Nós meio que somos sérias, mas...
Este: Nas nossas cabeças, nós realmente passamos pelo processo.
Alana: Nós tivemos uma bagunça no Haim. Galera, nós realmente gostamos da nossa música.
Este: A gente deveria ser a banda de apoio do A$AP? Isso é o quão fã nós somos. A gente meio que pensou “Sim cara. A gente meio que tem que fazer isso.”
Alana: Nós perdemos o contato por alguns meses. Nós estávamos em Nova York. Nós acabamos na mesma festa. Ele falou, “Eu estou indo pro estúdio agora, vocês querem vir?”
Danielle: Era tipo três horas da manhã. A gente falou, “Tudo bem, vamos lá.”
Alana: A gente estava no estúdio e ele literalmente tirou todo mundo de lá. Éramos nós e ele. Ele disse “Eu quero que vocês cantem nessa música. Nós precisamos de vozes femininas,” e meio que aconteceu. É bem engraçado porque estava literalmente fora do nosso controle. Nós não sabíamos o que estava acontecendo. Nós recebemos a música alguns meses depois—
Danielle: E isso não é nosso tipo. Geralmente, nós controlamos tudo. A$AP e Cudi são pessoas que realmente apoiam muito e nós confiamos neles.



Quais são as parcerias do sonho de vocês?

Alana: Prince— nada demais.
Danielle: Provavelmente Kanye.
Este: Eu amo Drake.
Alana: Basicamente qualquer artista do hip hop e o Prince. Beyoncé!
Este: Eu também quero trabalhar com o Trinidad James.
Alana: Eu amo o Trinidad James. Ele é incrível. 



Tradução feita por: Marina Pacheco






Haim fala sobre trabalhar com Kid Cudi e ASAP Rocky Haim fala sobre trabalhar com Kid Cudi e ASAP Rocky Reviewed by Julia Novaes on 16:25 Rating: 5

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