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“Não nos chame de girl band”

Elas trabalham muito e definitivamente se divertem muito. E você poderia culpá-las? Depois de seis anos nas sombras, as irmãs Californianas Haim, estão amando a vida no holofote.

No programa Breakfast show da emissora BBC Radio 1, o DJ e apresentador Nick Grimshaw está falando positivamente das mais recentes visitas na estação Live Lounge. É ganhar na loteria quando uma das bandas mais comentadas hoje em dia vem pra tocar, e apresentar uma escolha de um cover “interessante”.

“Então Haim estava aqui ontem,” diz Grimshaw. “E elas são as maiores exibidas já vista.” Ele diz isso como um elogio. As três irmãs Californianas cantoras são barulhentas, engraçadas e bem rock ‘n’ roll. Este (28, baixo), Danielle (24, guitarra e vocal principal) e Alana (22, guitarra/teclados) Haim é uma gang de garotas, power-trio como uma mistura de Fleetwood Mac e The Strokes. Elas já fizeram turnê com Florence + The Machine e Rihanna, tocaram no palco principal no Glastonburry (Durante o qual Este desenvolveu uma queda de açúcar no sangue grave devido a sua diabetes), ganharam a votação de 2013 no BBC’s Sound, foram nomeadas para um Brit Award (Melhor Grupo Internacional), e no mês passado ganharam um NME Award (Melhor Grupo Internacional).

O álbum de estréia, “Days Are Gone”- uma junção de iluminada, melódica e auto escrito, pop rock- vendeu 200,000 de cópias no Reino Unido desde o lançamento em Setembro.




Na manhã seguinte da sua aparição no Live Lounge, Haim aparece em um estúdio fotográfico em Shoreditch, no leste de Londres. Sem maquiagem e vestidas como se estivessem saindo de um bar.

Elas estão ótimas – garotas de verdade, musicistas de verdade, sem uma comitiva e um senso bem forte de quem elas são.  Enquanto suas músicas possuem um toque bem forte dos anos 70, os gostos são modernos. Elas adoram Miley Cyrus (“ela é corajosa pra car—!”) e One Direction (“os caras mais engraçados”).

O mesmo acontece com a escolha delas para o cover do Live Lounge: Na tradição do Arctic Monkeys fazendo uma versão de Girls Aloud, Love Machine, 
Haim faz XO da Beyoncé.

“Eu sou uma grande fã da Beyoncé,” diz a radiante Danielle, o discurso dela – como suas irmãs – tem uma influência do Valley e, também, animação, “Eu estou obcecada com o CD dela – ela tem os melhores escritores, os melhores produtores. Ela meio que junta as melhores pessoas pra trabalhar com ela.”

Declaração a qual você pode responder: Bem, certamente você diria isso. Haim é empresariada pela toda poderosa Roc Nation, a companhia de Nova Iorque que também supervisiona as carreiras da Beyoncé e o Sr. Beyoncé (Jay-Z). Mas a paixão de Haim pela Queen Bey, é genuína – como foi evidente esse ano no Brit Awards.

“A gente estava, perdendo totalmente nossa tranquilidade no Brits,” Relembra Alana com mais orgulho do que vergonha. “Quero dizer, eu jamais ficaria tranquila na frente da Beyoncé, eu sou a maior fã dela. Ela é minha ídola. Ela estava cantando XO e ninguém estava dançando, porque nós estávamos todos em mesas. E, como você não pira quando Beyoncé está lá? Então eu, Este e Danielle surtamos fazendo a coreografia de XO, e depois da música ela veio até a gente e disse ‘Obrigada!’

Haim, claramente, não tem medo de festa. Na manhã seguinte da festança no Brit Awards elas quase perderam o vôo para Alemanha, aonde a turnê aparentemente interminável foi retomada. Ou, como Danielle diz, “É, aquilo foi fod*. Na verdade, foi a primeira vez que eu pulei o sound check, aquele dia em Berlim. Eu estava cansada pra caramba”.

Grimshaw igualmente impressionado com a maneira de Haim entrar no estúdio da Rádio BBC. Danielle, Este e Alana entraram com poucos minutos de antecedência, e o DJ está convencido, usando as roupas que elas durmiram. “E ai elas se arrumaram em um banheiro desativado” ele diz.
“É verdade, nós fizemos isso” confirma Danielle. “Nós chegamos usando nossos pijamas. Nós levantamos á 5 da manhã na Bélgica, e nós perdemos o trem, então nos atrasamos.”

A fadiga é compreensível. Haim esteve em turnê durante dois sólidos anos, desde o show de estréia no festival pra novas bandas SXSW em Austin, Texas. Alana, recentemente comemorou seu aniversário no palco, na Suécia; Este caiu, na última noite da turnê no Reino Unido, na cidade de Norwich.

E elas estarão em turnê até Setembro, percorrendo o sucesso no mundo todo de um álbum que continua vendendo, particularmente no Reino Unido, sua segunda casa – no último verão, elas alugaram um apartamento, como uma base temporária entre os shows e a parte promocional do trabalho. Anteriormente na sessão de fotos pra Stella, elas mandaram uma lista do que elas usariam ou não (Na lista do que usariam estavam marcas como Cos, Isabel Marant e Chloé, e também instruções como ‘MUITOS shorts curtos’).




Embora, Alana, insista que esses “sim” ou “não” são mais sobre praticidade do que arrogância. “Nós somos muito novas para as pessoas quererem nós nas revistas. Nós sempre nos interessamos por moda – música e moda caminham lado a lado. Mas tem muita moda por aí, e eu acho que nós acabamos de aprender o que nós amamos ou não. É tudo um processo de aprendizado.”

“Eu acho que é importante ter uma visão e se manter verdadeiro a ela,” adiciona Este. Ela diz que por isso demorou “tanto pra lançar alguma coisa”. As Irmãs dizem que elas começaram a se apresentar juntas em 2006, mas não lançaram um single até Fevereiro de 2012 e então levaram um ano gravando o álbum de estréia. “Nós queríamos que fosse exatamente do nosso jeito, e soar exatamente do jeito que nós queríamos,” diz Este. “Nós fomos muito cuidadosas sobre isso.”

E mesmo com todas essas roupas e coisas grátis sendo confiados á elas, elas ainda tem sua velha fé. “Eu tenho, tipo, a mesma roupa pra todo show,” Diz Alana.  “São esses shorts da Calvin Klein que Danielle cortou pra mim. Eu literalmente os usei em todos os shows da Haim nos últimos dois anos. Não importa o quanto eu engorde em turnê, ou quantos croissants eu comi, eles sempre me servem. E aí eu sempre uso camisetas. Eu digo, no palco nós somos bem tranquilas. Você não vai me ver usando penas. Quero dizer” ela acrescenta, dando risada, “Eu amaria me vestir como Beyoncé, mas não tem jeito.”

As meninas do Haim cresceram em San Fernando Valley na grande área de Los Angeles. Faz tempo que elas afirmam que o nome da família é pronunciado para rimar com “time”. Mas elas me contaram que era uma tática para previnir as pessoas de incorretamente, rimarem com “fame”. Na verdade, é corretamente pronunciado da maneira hebraica: “chaim” ou “high-im”.




Seus pais são corretores de imóveis, mas era uma família muito musical. A mãe canta e toca guitarra, enquanto as suas escolhas de instrumentos musicais foram herdadas de seu pai, um baterista no exército de Israel antes de ser mandado para a América.

“Papai foi tão duro que ele não quis que nós tocássemos bateria porque não queria que nós deixássemos nossas coisas espalhadas por todos os cantos,” diz Danielle. Todas elas tocam bateria, mas no palco elas deixam a percussão para o quarto membro “escondido” de Haim, Dash HuttonEle é o único cara na banda. Ainda, nós chamamos de “girl band”? Como um todo, as irmãs rejeitam esse termo e todas as conotações inclusas.

“Quando nós estávamos crescendo, tinha um monte de mulheres como Spice GirlsAaliyah e Destiny’s Child,” diz Alana. “Mas nenhuma delas realmente toca instrumento e eu sempre me inspirei em Stevie Nicks e Blondie – elas são artistas femininas iradas. Então eu nos vejo apenas como uma banda. Quando as pessoas nos chamam de “girl band”, eu recebo como um insulto – ser uma garota em uma banda, não deveria ser um problema. Parece tão medieval.”

Quando perguntadas sobre as dificuldades de ser uma banda formada por uma família – e uma família que têm sido colocada junto em uma sucessão de vans, ônibus e camarins por dois anos – Elas eliminam as insinuações de uma rivalidade entre irmãs. 

Danielle diz que elas não são do tipo que ficam em silêncio, muito menos, brigam.
“Bom, a gente briga,” Ela diz, “mas só algumas pequenas brigas de vez em quando. Crescemos juntas – nós sabemos que as pessoas provocam, e nós amamos umas as outras. Não vale a pena brigar – nós estamos super felizes com o que está acontecendo”

“Estar em turnê é divertido,” concorda Este, em alto e bom som (ela é definitivamente a mais barulhenta). “Eu não gostaria de fazer qualquer outra coisa. Nós saímos em turnê por alguns meses, e vamos pra casa, descansamos e curtimos um tempo com a nossa família, vemos nossos amigos – e saímos em turnê outra vez.”




E em relação a relacionamentos? Toda as três estão solteiras. Este é conhecida por distribuir o número de celular, meio que por brincadeira, para os garotos no show. Mas é difícil manter uma vida privada quando você está sempre na estrada?

“Eu acho que nós três estamos sempre abertas a fazer novas amizades e não estamos muito preocupadas em conhecer um monte de garotos.” Este diz encolhendo os ombros. “Eu acho que para os caras que são estrelas do rock, as garotas se aproximam e é bem mais fácil – as garotas só tem que chegar e dizer, ‘E aí, quer me beijar?’ Mas pra gente isso seria assustador e estranho.”

Então Este é a Haim barulhenta – ou, de acordo com Danielle, a Haim Maternal. Danielle até pode ser a vocalista principal, mas ela é, reciprocamente, a Haim quieta. Alana é, de acordo com Este, a Haim Calma, mas também a Haim que adora uma festa. Mas a mais nova é também a Haim Grávida – pelo menos se você acreditar em alguma das fan fictions que estão surgindo sobre a banda, uma marca do entusiasmo online sobre essas garotas tão legais e rock ‘n’ roll.

Uma em particular imagina uma vertente de Alana estar em um relacionamento com Liam Payne do One Direction. A tão amada criança deles é iminente, ou já existente. Mesmo a futura mãe não tendo muita certeza dos últimos acontecimentos “Eu tive um bom parto?” ela pergunta, dando risada. “Deus, eu espero que seja uma boa criança.”

Alana fala pela suas irmãs quando ela desfaz a ideia que elas estão perdendo a privacidade, ou perdendo algo por viver nos holofotes e nos palcos. Não, ela diz, elas estão vivendo o sonho.

“Eu tenho 22 anos – o pensamento de estar em um relacionamento não passa pela minha cabeça no momento. Eu não dou a mínima sobre a minha vida pessoal. E eu acho que nós todas estamos a partir do momento que estamos na banda por tanto tempo. Esse é o nosso sétimo ano, e nós primeiros cinco anos, tipo, ninguém deu a mínima pra nós. E agora as pessoas estão indo aos nossos shows e comprando os ingressos e nós lançamos um CD... Eu só quero tocar todos os shows e continuar trabalhando. O pensamento de parar e dizer algo do tipo ‘Eu preciso de amor...’ Ela enruga o nariz em um sinal  de nojo. 







“Não nos chame de girl band” “Não nos chame de girl band” Reviewed by Julia Novaes on 16:25 Rating: 5

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