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Este Haim conversa sobre relacionamento entre irmãs, sucesso e Netflix

A vida é boa para as irmãs Haim. Desde o convite para prestigiar o palco do Saturday Night Live, até a estreia no festival Coachella, o ano passado foi um ano para ser lembrado.
O que não mudou foi a sólida relação entre as irmãs. Este, 28, Danielle, 25, e Alana, 23, continuam tão próximas quanto antes.
“Nós sempre fomos muito próximas. Como crescemos no Valley, sempre saíamos juntas. Todos os nossos amigos também eram amigos entre si”, contou Este à Parade.com.

Em meio à primeira turnê norte-americana das Haim, Este conversou com a Parade.com sobre o relacionamento entre irmãs, sua música preferida do álbum de estreia Days Are Gone, e muito mais.

Qual é o seu papel dentro da banda, sendo a irmã mais velha?
“Eu cresci cuidando das minhas irmãs. Sempre me senti como a ‘mamãe urso’ em volta delas e dos amigos delas; esse é o meu jeito. Na verdade, acho que os nossos papéis não mudaram. Ainda sou tão maternal quanto antes, sou muito protetora. Mas tudo está sendo incrível. Tenho duas melhores amigas dentro da banda. Nós nos sentimos como exploradoras, como ciganas. Estamos aproveitando o fato de podermos viajar juntas pelo mundo.”





Vocês tocaram para duas platéias lotadas no Terminal 5 no último fim de semana em Nova York. Houve algum tipo de comemoração?
“Nós estávamos esperando poder sair e mergulhar de cabeça na cidade e na vida noturna, mas colocamos tanta energia no show de sábado que pensamos, bem, temos outro show amanhã. Não pudemos nos esbaldar no sábado à noite, mas nos divertimos. Muitos amigos e familiares estavam na cidade, então saímos juntos para beber alguma coisa. Não foi nenhum tipo de orgia, mas foi legal. É sempre bom voltar para Nova York. A resposta do público aqui tem sido tão positiva, eu sempre fico maravilhada com isso. Quando as pessoas cantam as músicas junto com a gente, eu fico realmente chocada. Nós ainda não tínhamos feito uma turnê nos Estados Unidos porque, no começo, recebemos mais atenção do Reino Unido, então não sabíamos o que aconteceria ou como as pessoas reagiriam, mas, honestamente, tem sido emocionante. Está sendo muito louco e surreal para nós.”

Você tem alguma música preferida para tocar ao vivo?
“A música que eu mais gosto de tocar ao vivo é ‘My Song 5’, e acho que ela também é a minha favorita no álbum. Tudo começou no GarageBand, como uma faixa esquisita que minhas irmãs e eu esquecemos. Então, fomos para o estúdio com o [produtor] Ariel Rechtshaid. Ele nos perguntou sobre demos e ideias, então abrimos o GarageBand, e lá havia ‘My Song 1’, ‘2’, ‘3’, ‘4’ e ‘5’. Quando ele chegou na ‘My Song 5’, ele disse: ‘O que é isso? Tem alguma coisa interessante aqui!’. No começo, não sabíamos se ela faria parte do álbum, ou como iria se encaixar, mas, no fim das contas, gostamos tanto dela que tivemos que criar um espaço no álbum.”

Qual foi o processo de composição de Days Are Gone?
“Na época em que estávamos reunindo demos, tiramos um ano só para compor. Não fizemos nenhum show, apenas nos trancamos em uma casa em Venice [bairro de Los Angeles] e trabalhamos nisso todos os dias. Começamos usando bastante o piano. Exploramos formas diferentes de compor, e achamos bastante inspirador. Quando escrevemos, é como jogar espaguete na parede. O que grudar, grudou. Exploramos todos os caminhos, nunca nos censuramos.”


O pai de vocês foi o primeiro a sonhar com vocês três fazendo música juntas. O que ele pensa do sucesso de vocês?
“Ele se sente muito orgulhoso, obviamente. Ele e minha mãe, os dois se orgulham. Eles têm uma ocupação profissional, então infelizmente não podem nos acompanhar e viver tudo isso com a gente, o que é um pouco chato. Mas acho que o sonho dele tinha mais a ver com nós três fazendo qualquer coisa juntas e continuando unidas, porque a família é muito importante para nós. Se nós três quiséssemos ser cientistas, acho que ele se sentiria igualmente satisfeito. Ele está feliz por viajarmos o mundo juntas e termos o apoio uma da outra, porque, no fim das contas, somos irmãs, e quando a carreira musical passar, podemos voltar a ser uma família, passar tempo juntas, e ver Netflix.”

Como o fato de ter crescido em Los Angeles as inspirou musicalmente?
“Éramos muito fãs de rádio naquela época. Nosso carro não tinha tocador de CD ou fita cassete, só rádio, então sempre que viajávamos de carro com os nossos pais, tudo o que ouvíamos era o rádio. Nossas influências eram bastante ecléticas. Tudo, desde soul music — minha mãe é da Filadélfia e ela ama a música de lá, The O’Jays e The Spinners —, até música folk e funk — meu pai adora Earth, Wind & Fire e George Clinton. Quando tirei a minha carteira de motorista, pude explorar Los Angeles e ir a shows diferentes. Eu entrava escondida porque ainda não tinha 21, mas então arranjei uma identidade falsa e comecei a frequentar esses clubes, a imergir na cena musical de Los Angeles, e descobri várias bandas legais. Foi uma época realmente mágica. Então, arranjei uma identidade falsa para a Danielle e, quando a Alana tinha mais ou menos 14 anos, também consegui uma para ela, e então conseguimos experimentar juntas a cena musical de Los Angeles. Foi bastante inspirador para todas nós. Crescer em L.A. foi realmente divertido.”

O que vocês estão planejando para o ano que vem?
“Queremos sair em turnê o máximo possível — para nós isso sempre foi muito importante, além de divertido —, e conhecer pessoas, visitar lugares diferentes pela primeira vez. Queremos continuar criando. Tentamos escrever todos os dias e nos manter abertas à criatividade.”



Tradução feita por: Sayuri Arakawa 
Este Haim conversa sobre relacionamento entre irmãs, sucesso e Netflix Este Haim conversa sobre relacionamento entre irmãs, sucesso e Netflix Reviewed by Julia Novaes on 19:05 Rating: 5

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