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Alana Haim fala sobre ir de pequenas casas de show até o SNL

Haim foi de tocar em pequenas casas de show em Los Angeles e Brooklyn para serem as convidadas musicais no Saturday Night Live em menos de dois anos. As três irmãs de San Francisco Valley têm sido descritas como “o folk encontra o R&B dos anos 90,” o que é mais verdadeiro do que a comparação com Fleetwood Mac. No final de semana dos dias 10 e 11 de maio, elas esgotaram shows no enorme Terminal 5, e antes disso Alex Tween da banda Nova Iorquina The Forms conversou com Alana sobre a rápida chegada ao sucesso.

Em menos de dois anos você tocava em uma pequena casa de show em Williamsburg chamada Glasslands e um ano e meio depois você está no Saturday Night Live, e agora esgota ingressos de um show no Terminal 5, isso parece que foi uma jornada louca. Como você está lidando com isso? Realmente é muito louco. Eu acho que mais ainda porque você mora em LA e tocar em Nova York é meio que uma loucura. “Ah, eu espero que eu vá pra Nova York algum dia.” Mas nos últimos dois anos nós tocamos mais em Nova York do que em Los Angeles. E nós sempre nos surpreendemos porque comparando os dois lugares, o público de Los Angeles é sempre enorme e em Nova York você pensa “Provavelmente vai estar lotado como LA.” E toda vez que estamos em Nova York nós sempre nos lembramos de quão louco o público de lá pode ser. É muito divertido tocar em Nova York. É divertido tocar em LA também porque é onde eu nasci, mas é insano vir à Nova York e tocar esses shows loucos. E no meu aniversário de 21 anos eu toquei em Nova York, foi na Santacon onde todo mundo se veste como papai noel por um dia, e foi o show mais louco que eu já toquei. Foi o melhor presente que eu poderia querer.


Então, você e suas irmãs aprenderam música em uma idade precoce e cresceram tocando juntas. Você se lembra qual foi a primeira música que você aprendeu e qual todas vocês gostavam de tocar? Eu acho que a primeira música que eu aprendi foi a minha mãe que me ensinou a tocar “Big Yellow Taxi”.

Sim, Joni Mitchel. Essa é uma boa música. Porque são só três acordes. Era B, D, e E – as mais fáceis de tocar na guitarra. Eu lembro dela me ensinado e eu pensava “Nossa, isso é tão legal”
Eu me lembro de treinar esses acordes o tempo todo. Eu achava que era uma rockstar quando eu tinha 8 anos. Tipo, “Claro, eu sou super legal, eu sei tocar C, G e E.” Uma música que a gente tocava junto que eu me lembro de gostar, acho que era “Brown Eyed Girl”. Eu lembro que nós todas amávamos tocar. Este amava porque tem um linha de baixo épica. Era legal e sólida então ela podia se exibir um pouco. Então era uma música divertida de tocar. Era bem épico.

É engraçado você mencionar linhas de baixo porque me leva a próxima pergunta. O álbum de vocês “Days Are Gone” eu acho que é um dos melhores álbuns dos últimos anos, e uma das coisas que eu realmente gosto sobre ele é que eu vou escutar uma música 30 vezes e na 31º eu vou perceber algo diferente que eu nunca percebi antes e isso é muito bom, por exemplo, a linha de baixo em “Forever”, que é incrivelmente rítmica e imprevisível. Então o detalhe e o esforço que é colocado na música está chegando a um nível que virtualmente nenhuma outra banda faz hoje em dia. Então eu me peguei pensando, “Como essas músicas são escritas? Como foi o processo de fazer essa música?” Bem, foi um processo muito louco. O processo de escrita é bem simples, meio que uma sala alguém traz uma batida ou uma melodia e vai dai. Mas eu acho que com Days Are Gone, nós nos divertimos muito com a produção, parte disso porque nós achamos dois produtores que realmente nos ouviam. Nós tivemos Ludwig Göransson que fez Forever, essa é a única música que ele fez no álbum, mas fez o primeiro EP e ele foi o primeiro a nos ouvir, então quando descobrimos que tinha gente querendo trabalhar conosco, porque trabalhar com alguém parece simples, mas é realmente difícil encontrar alguém que você realmente queira trabalhar.

Não somos uma pessoa só, somos três pessoas com opiniões diferentes e as vezes não concordamos e Ludwig tinha que descobrir tudo, então é um processo longo. Mas Ludwig foi a primeira pessoa que aceitou trabalhar com a gente e nunca desistiu de nós, e estava feliz em fazer isso. Então quando pensamos em fazer Days Are Gone, nós encontramos Ariel Rechtshaid e James Ford, e eles agiram do mesmo jeito. Especialmente com musicas tipo Running If You Call My Name e My song 5, todas aquelas que vieram de lugar nenhum, ele topava qualquer coisa. Então nós fazíamos coisas estranhas e ele nunca disse “Vamos voltar nisso”, ele dizia “Vamos explorar isso agora”. Então nos deu espaço pra nos sentir confortáveis e tentar várias coisas pra ver o que funcionava.

Tem um ponto que você não pode fazer muito em uma música só. Eu espero que isso não tenha acontecido no álbum porque tem músicas que soam como se tivesse muita porcaria. Mas foi muito divertido, foi tipo nos colocar no lugar de produtor e fazer o que nós queríamos.


Eu acho que todos os detalhes são o que fazem ser um álbum tão bom. Então, da minha própria visão, eu acho tão frustrante como a mídia foca a atenção no visual da banda, como o cabelo, as caras da Este enquanto ela toca o baixo e não tem atenção suficiente focada no quão boa a música é. Como um membro de um a banda. Você acha que a música é pouco valorizada? Ou talvez você não se incomode ao ler o que a imprensa diz? Eu acho que um monte de coisas sobre cabelo e o que a gente está vestindo engraçado, porque as pessoas não percebem que pra você ter o cabelo de Haim o que você faz é ficar cinco dias sem lavar o cabelo. A gente tocar é a parte mais importante do meu dia, mas eu colocar maquiagem e vestir uma camiseta, as pessoas não percebem que durante a turnê você não muda de roupa, porque você está usando a mesma coisa o tempo todo. As pessoas me perguntam “O que você está usando” e eu respondo “Eu estou vestindo uma camiseta vintage do Snoop Dog que é a mesma que eu estou usando há cinco dias. Está cheirando bem ruim, sinto muito e não me abrace porque provavelmente eu estou fedendo”. Então é bem engraçado, não digo que eu sou uma pessoa suja, porque eu definitivamente não sou, e eu juro que eu tomo banho, mas a música é bem mais importante pra mim.

Algumas vezes eu imagine se esse fosse um álbum lançado por uma banda masculina, o que teria acontecido? Teria mais atenção pra música e menos pro cabelo? Sim, só por isso. Mas honestamente, além disso, nós estamos todas juntas. Todas as garotas que eu conheci na turnê estão em bandas, nós todas nos unimos. E tem músicas incríveis sendo feita por mulheres. Tipo Warpaint é uma banda incrível. Stella, a baterista é provavelmente uma das melhores que eu já vi na minha vida, ela é incrível. E eu tive a chance de tocar com elas na Austrália, e elas são sensacionais, mas eu não as consideraria uma girl band. Elas fazem musicas incríveis e tocam ao vivo. Eu já disse antes então vai parecer velho, mas têm bandas como Spice Girls , que era uma girl band, e N’Sync era uma boy band. Mas eu acho que nós e Warpaint, e Bleached, somos garotas do rock tocando nossos instrumentos. Nós somos bandas, só nos chamem de bandas. Tão fácil.

Concordo totalmente. Então, Gothamist é um site de Nova York e mencionou vocês tocando em NYC muitas vezes. Você tem alguma história sobre a cidade que você pode compartilhar, talvez algo sobre SNL? Eu acho que nós simplesmente tivemos momentos incríveis em Nova York. Eu nunca fui pra NY e não gostei. É uma cidade muito energética, eu ainda não consigo acreditar que eu toquei no SNL. Parece como um sonho. Quando as pessoas dizem “você tocou no SNL” eu tenho que olhar pra trás e lembrar que eu realmente toquei no SNL. [risos] tipo, eu toquei? Eu não me lembro. Foi uma experiência incrivel . Quero dizer é uma cidade incrível e é tão legal estar em uma cidade que não foi a que você nasceu e parece que foi. Eu não posso acreditar que nós vamos tocar no Terminal 5. Eu chorei por quatro dias depois que eu soube do Terminal 5 e eu estava tipo “Ai meu Deus, eu não sei o que está acontecendo, eu não consigo escutar”. [risos].

Bem, eu tenho certeza que só vai ficar maior e mais louco. Eu vou aos dois shows então estou realmente ansioso pra isso. Nossa, irado, incrível. E eu prometo que não sou uma pessoa fedida [risos]
Bom, o Terminal 5 possui três níveis. [risos] Exatamente o que eu disse tipo 10 minutos atrás, eu juro que eu não sou uma pessoa fedida. Eu tomo banho.
Tudo bem eu não vou ter medo de ir pra perto de você. Tá tudo bem. Ok, certo. Vejo você no Terminal 5. 

*Matéria publicada no dia 8 de maio, antes do show no Terminal 5.
Tradução feita por: Marina Pacheco
Alana Haim fala sobre ir de pequenas casas de show até o SNL Alana Haim fala sobre ir de pequenas casas de show até o SNL Reviewed by Julia Novaes on 20:14 Rating: 5

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