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Haim, o fenômeno

Três irmãs de LA tocando Rock and Roll. A primeira impressão, é que não tem nada de anormal nessa situação. Então o que as irmãs HAIM têm de tão especial que todo mundo acha que elas são as meninas mais populares agora? Incluindo eu? Enquanto eu estou no elevador a caminho do terraço no topo do Hotel Amano em Berlin-Mitte pra encontrar essas garotas, essa questão está me incomodando.

Eu descobri HAIM mais ou menos um ano atrás no vimeo, quando eu ouvi a música ‘Go Slow’ na sua versão acústica, acompanhado de um bongo e um pequeno teclado. E fizeram uma piada sobre pênis bem aleatória, mas altamente hilária. Então não só o equilíbrio perfeito de harmonias me impressionou como essa atitude despojada, mas natural o que eu acho que define a verdadeira qualidade musical.

Desde então, HAIM se movimentou para o caminho que hoje nós chamamos de escada de sucesso, tocando em Glastonbury,  SXSW, Bonnaroo e no Lollapalooza. Mas essas mulheres chegaram bem longe, desde que o pai Israelita Mordechai apresentou a bateria pra elas, quando ainda eram crianças, se apresentaram ao vivo por muitos anos. Nessa entrevista, você poderá saber um pouco mais sobre HAIM, incluindo como elas ganharam um prêmio por melhor Twitter, escreviam poesias emo, músicas sobre cabelo e porque é importante não se levar tão á sério.

PDC: Este, na noite passada (essa matéria foi publicada no dia 26 de agosto do ano passado) no show de Berlin alguém jogou calcinhas em você. Como foi isso?

Este: Bom, eu não estava brincando quando eu disse que precisava muito lavar minhas roupas. Então foi legal ter calcinha extra por perto. Legal e limpa. A garota que jogou já foi em algum dos nossos shows. Ela sabia que eu precisava. Ela é uma amiga agora, essa é a coisa mais legal de viajar, você encontras pessoas na turnê e começa uma amizade. Ela mora perto de Munique e viajou até Berlin pro show, ela na verdade, é da Califórnia. 

PDC: Quão diferente o show de ontem foi em relação ao que vocês fizeram aqui há um ano?
Este: A última vez a gente não explorou. Dessa vez, a gente teve tempo de dar uma volta de manhã e a gente tentou fugir e explorar as coisas um pouco. A gente ama comer então provar as comidas e visitar os cafés perto de Lido em Kreuzberg onde foi o nosso show, tem muitas coisas legais por lá.
PDC: Eu assisti o vídeo de vocês pra “The Wire”, e eu achei incrível que vocês colocaram Jorma Taccone do The Lonely Island nele, eu sou um grande fã. Vocês gostam deles tanto quanto eu? Qual a música preferida de vocês?
Alana: Eu amo “I’m on a boat”. Também acho “Jizz in my pants” incrível.
Danielle: Eu amo “Shy Ronny”.
Este: Eu amo “Boom box”.
PDC: Vocês gostariam de trabalhar mais com eles?
Alana: Eu quero fazer o show de abertura pra eles. Você sabe, eles nunca tocaram ao vivo, e quando estivemos com Jorma a gente disse: Vocês precisam se apresentar ao vivo! Vocês seriam a atração principal de vários festivais – O que vocês estão fazendo? Eles simplesmente são muito ocupados. Nós amamos Jorma.
PDC: Então a ideia foi sua pra ele aparecer no vídeo?
Alana: Sim, um monte de vídeos são muito sérios. Eu sou uma grande fã dos vídeos, mas eu odeio me ver. Eu não consigo me levar a sério; eu não sou uma pessoa séria. Qualquer um que me conhece não consegue parar de sorrir, eu não consigo ficar séria. Muitas pessoas querem que nós façamos coisas artísticas, mas pra gente precisa ser um humor leve que vem do coração. Então a gente pensou que seria hilário, e a primeira pessoa que a gente pensou foi o Jorma. Terminando o relacionamento com o Jorma.
Este: Quem terminaria com o Jorma?
Alana: Eu sei... todo mundo pergunta porque a gente não casa... Ele é o cara mais doce e nós somos grandes amigas do irmão dele também. Ele tem uma banda incrível chamada Electric Guest. Foi assim que a gente conheceu Jorma, porque a gente cantou no CD do irmão dele.

PDC: O vídeo foi inspirado por alguma coisa da vida real?
Danielle: Foi uma mistura. Nada é sobre uma única pessoa.
Alana: Nós não somos pessoas ruins, a gente não quer que ninguém se sinta mal. É que toda garota passa por isso um dia, não importa quem você é.
PDC: Eu vi que a Alana é bem presente no Twitter. Você gosta de se comunicar diretamente com os fãs?
Alana: Eu gosto, eu acho que o twitter é incrível pra se comunicar diretamente com os fãs, eu uso o meu pra compartilhar fotos de cachorros que eu acho fofo. E fotos das minhas unhas. Você não pode levar isso á sério, eu na verdade sou meio tonta. Eu ganhei um prêmio, um NME por “melhor twitter” eu ganhei do MUSE e M.I.A. Foi uma honra, quando eu tweeto eu penso em coisas engraçadas e aleatórias. Fico feliz porque alguém reparou.
PDC: Já que vocês estão sempre na internet, vocês se importam com a coisa toda da NSA?
Este: Sobre poder ler tudo? Eu acho que é invasão de privacidade, mas a gente não presta muita atenção nisso.
PDC: Eu não sei porque, mas isso me lembrou do primeiro vídeo que eu vi de vocês, que envolvia piadas sobre um pênis Irlandês...
Este: Bom, os garotos não acham necessariamente engraçado. Eles acham que você tem um pênis. Eu acho que cantadas nunca funcionam, mas é o jeito que você as faz. Um garoto que eu sai me contou a pior cantada, mas ele falou de um jeito bem engraçado. Foi do jeito que ele disse e é o charme dele.
Danielle: É aquela do urso polar?
Este: Sim, essa mesma “Eu vou ter que quebrar o gelo e comprar uma bebida pra você”. Um nerd. Mas tudo bem,é a minha preferida.
PDC: Uma pergunta sobre música, vocês fizeram um cover de Sheryl Crow. Vocês fariam mais covers e se sim, qual o próximo?
Alana: A gente ama fazer cover. A gente fazia parte de uma banda com nossos pais que a gente só tocava covers, durante 15 anos. Então meio que está no nosso sangue. É divertido tocas as músicas de outras pessoas, a gente tem tantos ídolos, e Sheryl Crow é um deles, uma mulher forte que escreve músicas incríveis.
PDC: Quem te inspira no momento?
Este: Kendrick Lamar
Danielle: Eu gosto da Twigs, ela é muito boa.
Este: Grimes é realmente incrível.
Alana: Nós tivemos muita sorte de tocar em três festivais com ela em Escandinavia. A gente se falou do nada no twitter. Ela twitou pra gente e a gente pirou, porque nós amamos ela muito. Ela é a pessoa mais incrível e a gente teve a oportunidade de passar um tempo com ela, ela é uma produtora incrível com uma voz muito forte, eu me inspiro nela.
PDC: Ela tocou em Berghain ano passado…
Este: É onde eu queria ter ido, como foi?
PDC: Incrível, ela tinha 10 dançarinos pelados e a energia era insana.
Este: Ela é tão legal!
PDC: Como foi Escandinávia, vocês se divertiram? Qual festival vocês gostaram mais, OYA, FLOW ou Way Out West
Alana: Eu amei Way Out West porque foi um festival vegetariano. Quando você está em turnê, tudo o que você quer é comer de uma maneira saudável. Normalmente você vai nos festivais e tudo o que tem é carne, hambúrguers e batata fritas. Na turnê seu corpo começa a implorar por vegetais. No Way Out West a gente comeu salada fresquinha e uma lasanha vegetariana. Todo mundo foi bem legal a platéia era incrível, nós quase sempre somos surpreendidas a gente nunca tinha ido, então não esperávamos mais do que algumas pessoas. Mas tava todo mundo muito animado, esperamos que eles nos convidem ano que vem. 
PDC: Então todas vocês são vegetarianas?
Alana: Não, eu só gosto de comer bem. Quando eu estou em casa eu como de uma maneira bem saudável, então é difícil pra mim quando eu estou em turnê e a única coisa aberta é McDonald’s. E seu estômago fica ferrado a noite inteira... Horrível.
PDC: Você pode me recomendar um festival Americano que eu deveria ir?
Este: Provavelmente o Lollapalooza, é incrível e a gente já tocou, e claro Coachella, que é perto da nossa cidade natal.
Danielle: Essa é uma coisa meio complexa, não envolve acampar. Envolve, mas a gente não liga. Fica no deserto e é lindo, é mais sobre a festa que acontece no festival, as atrações geralmente são sempre boas.
Alana: A gente é da Califórnia, então quando é a época do Coachella é meio que as férias com seus melhores amigos, todos os seus amigos vão. É tipo o spring break dos adultos.
Danielle: Lollapalooza é totalmente o contrário, é bem no meio de Chicago e é incrível estar no meio urbano. E eles tem as melhores atrações todos os anos, todo artista quer fazer parte. Todos os palcos são lindos e muito bem planejados. É uma experiência incrível, tem também esse novo chamado Made in America, esse você deve ir. Todo mundo foi bem legal a platéia era incrível, nós quase sempre somos surpreendidas a gente nunca tinha ido, então não esperávamos mais do que algumas pessoas. Mas tava todo mundo muito animado, esperamos que eles nos convidem ano que vem.
PDC: Muito obrigada, porque eu tenho uns amigos que tentam me convencer que eu deveria ir ao SXSW...
Este: Bem, isso não é realmente um festival. Toda loja tem um palco, é meio ruim, não são palcos de verdade. Todo muito vai pra cidade e estão bêbados, mas a gente ama Austin, eles têm um churrasco incrível, é uma cidade legal.
PDC: Eu encontrei umas coisas do ‘The Valli Girls’... E eu pensei, o que aconteceu com os outros membros?
Este: Eu não faço idéia, eu estudei na UCLA com a baterista, então a gente se esbarrava toda hora.
Danielle: A gente manteve essa idéia por mais ou menos um anos e depois começamos a focar no HAIM, mas foi divertido enquanto durou, as garotas era realmente divertidas. Mas a gente queria focar na nossa própria música, a gente começou a escrever nossas próprias músicas e deu certo.

PDC: Então não demorou pra perceberem que vocês queriam fazer algo autoral...
Danielle: A gente meio que sempre escreveu nossas músicas, era um pouco emo, até que um dia a gente escreveu uma música juntas, e demoramos mais ou menos uma hora. Era uma boa música, a gente se divertiu tanto que decidimos continuar, e nossos amigos nos apoiaram. Nós temos um ótimo apoio.
PDC: Você também tocou bateria quando era mais nova? O show de ontem a noite foi bem impressionante...
Danielle: Nosso pai é baterista, ele nos ensinou quando ainda éramos bem novas, foi a nossa fundamentação na música.
PDC: Então é complicado ser baterista de vocês?
Danielle: É tão divertido tocar com ele e eu tenho certeza que é difícil pra ele. Provavelmente porque nós somos todas bateristas frustradas, se fosse possível, nossa banda seria só de bateria, tipo uma bandinha militar, a gente ama bateria.
PDC: Garotas muito obrigado por arrumarem um tempo pra fazer essa entrevista.

Fonte
Tradução feita por: Marina Pacheco 
Haim, o fenômeno Haim, o fenômeno Reviewed by Julia Novaes on 13:58 Rating: 5

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