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Haim e Lauren Mayberry gravam podcast durante o Pitchfork Music Festival

Na sexta-feira (17) HAIM estava em Chicago para a abertura dos shows da turnê de Taylor Swift e marcaram presença no Pitchfork Festival para assistir as apresentações de seus amigos Tobias Jesso Jr. e a banda Chvrches. Depois do show Este, Alana e Danielle se juntaram com a vocalista do Chvrches, Lauren Mayberry, para a gravação de um podcast do site The Talkhouse.

A equipe do HAIM Brasil separou os melhores trechos da conversa.

Alguns dos tópicos discutidos na conversa foram sobre ser atingida no rosto por uma bola de praia na frente de milhares de pessoas, vômitos de pânico, esquecer letras no palco e como se pronunciar GIF.

A conversa já começa com algumas piadas sobre pintos.
Alana: Sem risadinhas, isso aqui é uma merda séria pra caralho.
 Este: Não tem nada de engraçado em podcasts e eu estava tentando não falar besteiras pelo menos, mas vamos ver o que acontece.
 Lauren: Em vez de pessoas mortas você só veria pintos.
E: Sim... *sussurrando* Eu vejo pintos.
 A: Ai meu Deus, essa foi a melhor coisa que eu já ouvi você falar.
E: Você consegue imaginar se isso fosse tudo que você visse toda hora?
A: Em vez de pessoas mortas você só veria pintos.
E: Esse era o “Sexto Sentido” original.
Danielle: Eu vi pintos mortos.
L: Ai meu Deus, isso é pior ainda!
A: Ai meu Deus, vamos parar.
E: Pintos com gangrena.
A: Ai meu Deus, acho que vou ter um ataque do coração aqui.

Quando a conversa atinge seu nível mais baixo as meninas decidem entrar em um assunto mais agradável: turnês e festivais. Este lembra de quando HAIM e Chvrches estavam juntas na turnê do Laneway Festival, festival que acontece na Austrália, passando por algumas das principais cidades do país. As meninas lembram de como é legal estar em turnê com outras bandas, conhecer lugares e pessoas novas e acabam falando sobre um acontecimento em particular em Sydney, uma festa em um barco.

E: Enquanto a excursão de barco rolava, acabou se tornando um set de DJ pra mim. Todo mundo estava “Quem vai ser o DJ?” e eu fiquei tipo “Eu vou comandar isso aqui”. Eu lembro que alguém ficou pedindo pra eu tocar “Say You’ll Be There” e o tema da Shamu, eram pedidos bem aleatórios.
A: Acho que a coisa mais louca foi que nós estávamos pulando na água e uma semana depois aconteceu um ataque de tubarão.
E: Alguém nos disse que tinham telas e não precisávamos nos preocupar.
A:Tem telas, não se preocupem, vão pular na praia” e nós ficamos tipo “Tudo bem” e uma semana depois apareceu esse vídeo louco de um cara pulando no mesmo lugar que a gente estava e aconteceu o maior ataque de tubarão. E no dia a gente estava rindo muito, eu falava “vamos todas pular juntas!” e todas nós poderíamos ter morrido, mas bom saber.
E: Não foi só isso mas todo australiano que eu conversava depois dizia “Isso foi a coisa mais estúpida que você poderia ter feito, não sei quem te disse que eram telas, tem dispositivos de rastreamento nos tubarões” e eu ficava tipo “Ah claro, dispositivos de rastreamento em todos os tubarões de Bondi Beach”.

Depois disso Lauren comenta como alguém pode ficar “enferrujado” depois de passar alguns meses sem fazer shows e acabar se atrapalhando no palco, como esquecer letras das próprias músicas.

L: Hoje antes de sair do hotel eu estava “Tá tudo bem, tá tudo bem” e logo depois eu tive esse vômito de pânico, eu não sabia que isso iria acontecer. Vomitei de nervoso 4 horas antes do show. Depois que você começa é tranquilo, mas eu acho que foi essa coisa de pensar demais, que eu posso esquecer as coisas e se eu estragar tudo eles estarão filmando e todo mundo vai saber.
E: Como eu vou a muitos festivais, me lembro de ir ao Lollapalooza e quando um artista se atrapalhava eu ficava “Sim! Eu vi algo que agora mais ninguém vai ver, eu estava lá”, as pessoas adoram isso.  Eu acho que isso deixa as performances mais específicas, como “Ah, lembra quando fulano esqueceu a letra da música?”. Eu me lembro de quando vimos Lucinda Williams tocar e ela esqueceu completamente a letra de uma das suas músicas mais famosas e eu fiquei “Eu estava lá quando a Lucinda Williams deu branco” e levou uns 20 minutos pra ela lembrar e todo mundo atrás dela estava cantando a música, dizendo como começava. Eu acho que isso torna o show mais pessoal, mas no palco nós ficamos “Ai meu Deus, eu acabei de dizer flibusteiro em uma música e isso definitivamente não é uma letra que eu escrevi”.
L: Eu só esqueci algo no palco uma vez, que foi bem feio. Eu sempre tento pensar 30 minutos a frente e quando você esquece algo aparece aquela dor no estômago e você tem que lembrar do verso antes dele entrar. Alguém uma vez falou que shows têm que ser perfeitos, autênticos e eu fiquei “Essa é a melhor coisa que eu já ouvi, se eu pelo menos tivesse falando isso para mim mesma há dois anos isso seria muito bom”. Eu sinto que com outras pessoas eu fico “Uau! Que coisa genial que eu acabei de ver”, mas comigo é “Eu preciso fazer melhor!”.
E: Eu sei, mas isso faz parte de ser um artista, você sempre quer melhorar.
A: Eu acho que nunca tive um show perfeito, eu estou tentando pensar nisso e definitivamente nunca tive um show perfeito, mas isso é legal.
D: A coisa da bola de praia é algo que vocês fazem sempre? Eu não me lembro de ver vocês fazendo isso antes, foi só hoje? Aquilo foi incrível!
L: Foi uma situação especial, as pessoas jogam a bola no palco e podem acabar acertando seu rosto.
A: Não é horrível quando alguém da plateia joga uma bola de praia e acerta seu rosto e você tem que fingir que não está envergonhada e não esquecer o que estava fazendo? É muito constrangedor! É a coisa mais louca, todo mundo te olha pensando qual vai ser sua reação e se você está bem e você tá tipo, pirando.
E: Eu toco bateria no palco e teve alguns momentos em que eu joguei as baquetas ou elas caíram da minha mão e atingiram diretamente a Danielle no rosto. E tem vários GIFs “Este acerta Danielle no rosto com as baquetas”. E a Danielle, pobre Danielle... ela fica de boa, todas as vezes.
A: Ela fica de boa, de boa na lagoa.
D: Obrigada!
A: Você já “comeu merda” no palco.
E: Sim, eu já caí.
A: Tem esse incrível... eu acho que se chamam jifs. Jifs ou gifs? Deveria ser gif porque jif me lembra da manteiga de amendoim JIF, mas tudo bem.
E: Mas espera um minuto.  A gente conhece como jif, como na manteiga de amendoim JIF. Não seria G, I, F?
D: Eu não sei, nunca se sabe.
E: Esse é um debate que eu sempre tenho com as pessoas.
A: Mas enfim, tem um ótimo jif seu “comendo uma merda gigante” no palco. É a coisa mais engraçada que eu já vi.
E: Eu não tenho equilíbrio nenhum, sou a maior desastrada de todos os tempos. Eu tento manter meu equilíbrio, eu fiz balé quando era criança então você pode achar que eu tenho um pouco de agilidade, mas eu realmente não tenho. E eu toco bateria com todo o meu corpo.

Nesse momento as meninas são interrompidas por Dash Hutton batendo na porta. O baterista então é convidado para se sentar com elas e quando Lauren pergunta se ele já se machucou no palco ele diz que já caíram lascas de madeira no seu olho.

O assunto continua com Lauren contando algumas histórias suas e Este finaliza a conversa dizendo que elas precisam sair para jantar e que foi bem divertido fazer o podcast.

O podcast completo pode ser conferido abaixo:

 
 
Tradução feita por: Lorena Lima
Haim e Lauren Mayberry gravam podcast durante o Pitchfork Music Festival Haim e Lauren Mayberry gravam podcast durante o Pitchfork Music Festival Reviewed by Julia Novaes on 23:39 Rating: 5

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