⠀⠀⠀⠀⠀

⠀⠀⠀⠀⠀

HAIM fala sobre Prince, Met Ball e próximo CD

 É o dia depois do Met Gala e as irmãs Haim – Este (30), Danielle (27) e Alana (24) – parecem um pouco sonolentas. Mas quem poderia culpá-las? Nas últimas 24 horas elas voaram de sua cidade natal L.A. para NYC para comparecer ao evento super exclusivo (a Vogue as nomeou como algumas das mais bem vestidas), foram do tapete vermelho para uma festa do pijama no apartamento da sua amiga Taylor Swift – onde elas substituíram os vestidos Rodarte por onesies – e depois correram para o centro da cidade para nossa sessão de fotos e entrevista. Ah, elas também estão colocando os toques finais no próximo álbum da banda, marcado para sair nesse outono.

O que podemos esperar para o novo álbum do grupo? Bem, Haim está trabalhando com os produtores Ariel Rechtshaid e Rostam Batmanglij (“nosso time dos sonhos”, diz Danielle), ambos conhecidos pelo trabalho com uma pegada dos anos 80 com a aprovação da Charli XCX e Carly Rae Jepsen. Mas por outro lado elas estão muito silenciosas sobre o álbum. Depois de rejeitarem minha sugestão de pedir cervejas de happy hour, o trio se contenta com frango e queijo grelhado, debatendo os méritos de Kraft Singles versus cheddar, fangirling sobre bandas que elas estão animadas para ver no Governors Ball (onde elas estarão tocando no dia 4 de Junho) e, sim, até falando um pouco sobre sua própria música também.

Vocês já tiveram a chance de passear por NYC antes?
Este: Eu sinto que quando estamos aqui é como uma turnê de comida – os melhores restaurantes de cada parte da cidade, cada bairro diferente.

Que pena vocês não comeram dumplings ou algo depois da nossa sessão em Chinatown.
Alana: Joe’s Shangai  é meu favorito.
Danielle: É isso que devemos fazer depois daqui.

Eu nunca estive lá.
A: Sério?!?

Minha namorada sempre fala sobre isso.
A: É muito bom. Anos atrás, quando eu vim pra Nova York sozinha, minha amiga me levou lá. Foi uma espera de três horas e eu tava tipo “Cara, nós não vamos esperar três horas.” Ela tava tipo “Eu to te falando, vale a pena.” Eu fiquei e nunca tinha tomado sopa de dumplings antes. Melhor coisa do mundo.
D: Minha melhor amiga morou aqui quando ela estava na faculdade. Eu também estava em turnê na mesma época com Julian Casablancas e obviamente ele é daqui. Ele mostrou Nova York pra gente.

Nada mal – uma turnê por Nova York guiada por um membro dos Strokes.
A: Eu não quero ficar tão emocional sobre isso mas eles foram a primeira banda que mudou o que eu achava sobre música.
D: Definitivamente nos fez querer mudar para Nova York.
E: Eles e Felicity. Toda menina da minha idade queria, e foi o motivo o motivo pela qual ela mudou para Nova York, ser Felicity.

Essa é a série em que ela mudou o cabelo e foi cancelado?
A: Espera, ela muda o cabelo?

Eu não sei se é verdade.
A: Não, cara, ah meu Deus, spoiler! Eu estou na segunda temporada agora.

Desculpa! Então como foi ontem à noite no Met Ball?
E: Eu senti como se eu estivesse apenas flutuando o tempo todo. Eu acho que meus pés não tocaram o chão uma vez. Foi como estar em um sonho.
D: Sim, nós somos uma banda, eu nunca tinha usado um vestido, mas era tipo, eu topo pela causa.

Eu sempre me pergunto como você janta nesses lugares chiques...
E: Apenas coma. Eu comi tudo.

O que acontece se você derrubar mostarda no seu vestido de um milhão de dólares?
E: Localização muito estratégica do guardanapo.
A: Eu só fiquei surpresa que eu não tropecei nenhuma vez.
E: Eu tropecei.
A: Este tropeçou no segundo em que ela chegou lá. Oops!

Vocês encontraram a Beyoncé?
D: Nós encontramos a Clair [Boucher], Grimes.
A: Eu não vi a Beyoncé. Todos os músicos de festivais meio que ficam juntos. Florence Welch dançou muito; em um ponto da noite eles tiveram uma seção inteira onde estavam tocando os melhores hits do Prince, e a gente e a Florence e a Grimes estávamos pulando tanto – em vestidos e sapatos muito caros.
E: E brincos muito pesados.

Eu quero perguntar a vocês sobre o Prince, porque sei que são grandes fãs.
A: Nós perdemos tantos artistas incríveis esse ano, é como um tiro toda vez. Mas com Prince especificamente, quando eu vi as notícias eu estava tipo “De jeito nenhum.” Eu contei a Este e ela estava na rodovia chorando.
E: Provavelmente a pior hora que alguém poderia me contar algo assim: enquanto estou dirigindo. Eu tive uma reação visceral. Ela era, tipo, tudo para mim. Eu o assisti mais de dez vezes. [Eu fiz música] com as esperanças de que talvez um dia ele ouviria e ficaria tipo “essas meninas são ok.” Esse era honestamente meu plano maligno.

Eu vi um vídeo de vocês com o Prince no Especial de 40 Anos do Saturday Night Live. Como aquilo aconteceu?
A: Nós ficamos muito amigas da Maya Rudolph. Ela está em uma banda cover do Prince chamada Princess. No SNL40 ela nos agarrou e estava tipo “vamos tocar uma música do Prince.”
D: Eu estava pra pegar a guitarra e o Jimmy Fallon olhou e falou “Eu ouvi que o Prince está no prédio.” E todo mundo se cala tipo “Não, sério, se o Prince está no prédio, venha ao palco agora,” e literalmente um mar de pessoas se abre e Prince aparece com a sua banda.
A: Tinham tipo 30 sentimentos diferentes rolando nos nossos cérebros.

Isso é enorme. Outro momento grande tem que ser a abertura da 1989 tour. Tem algo que vocês pegaram de ver a Taylor Swift de perto?
D: Algo que ela faz muito bem é fazer um local enorme ficar pequeno, como a parte do show que era só ela e a guitarra, e todo o estádio estava cantando junto.

Tocar na frente de tantas pessoas naquela turnê deve ter sido assustador. Foi aquele o momento em que vocês perceberam que conseguiram?
E: Nós conseguimos? Eu acho que nós não alcançamos esse momento.
D: Mas eu definitivamente acho que quando nós recebemos a ligação para tocar no SNL, aquele foi um momento em que a gente estava tipo “Eu não acredito que isso está acontecendo.” Nós assistimos todos os sábados [quando estávamos crescendo].
E: Eu me vesti como a Mary Katherine Gallagher, uns quatro anos atrás.
A: Este, quando ela pegou seu diploma da oitava série, eles estavam tipo “Este Haim.” Ela pegou seu diploma e falou “Superstar!” Nós estávamos morrendo.
E: As mulheres no SNL eram tão irreverentes e nós estávamos nos divertindo. Ver alguém confiante e se divertindo é a coisa mais atraente que você pode achar em um ser humano.

Eu acho que isso é parte do que as pessoas amam em vocês.
E: Isso é algo que achamos muito atraente em artistas e pessoas em geral: ter confiança de ser quem você é e não se desculpar por isso.

Vocês não lançaram muita música desde seu álbum de 2013 – as pessoas estão ansiosas para as coisas novas. Vocês mantiveram a demanda em alta.
E: Sempre deixe eles querendo mais.

Isso diz algo sobre quão bom é o primeiro álbum.
E: O primeiro álbum foi sete anos de vários pontos de nossas vidas e lidar com relacionamentos e mágoas e términos. Tinham três perspectivas diferentes de três pontos diferentes na vida de uma menina. E isso é tipo o próximo capítulo naquela história.

Por onde você começa a compor um álbum do nada?
A: Você só tem que continuar compondo. Nós voltamos de uma turnê de dois anos e meio. Nós fomos de 100 milhas por hora e depois voltamos para casa tipo...
E: Viver na casa dos nossos pais.
A: Eu estava literalmente de volta ao meu beliche com meus adesivos dos Power Rangers do lado e eu estava tipo “Eu não estou acordando para uma passagem de som, eu não estou tipo, em um ônibus em movimento.” Eu estava acordando e minha mãe estava tipo “Oi!”

Como estão indo as gravações?
E: Estão ótimas. Eu só quero que termine para que a gente possa fazer turnê.

Como vocês sabem quando uma música está pronta?
E: Essa pergunta é antiga.
A: Você nunca realmente sabe.
E: Eu acho que é quando eu toco para o cachorro do meu vizinho e ele balança sua cabeça. Porque ele ama música. Se o Charlie gosta, é uma música boa.

Vocês estão no estúdio todos os dias, apenas trabalhando, como em um trabalho diário?
E: Nós estamos fazendo coisas diferentes, mas definitivamente nos vestimos para ir trabalhar e focar naquilo. Esse processo é mais criativo no sentido de que nós não necessariamente sabemos onde estão todos os pequenos bolsos que estamos tentando preencher. Então tem sido muito divertido, experimentando coisas diferentes, tocando com instrumentos diferentes.

Quais são os instrumentos que eu vocês têm tocado?
E: Eu não diria instrumentos, é mais como sons. Quer dizer, não vai ter um sousafone. Desculpa.
A: Eu vou aparecer com uma tuba.
E: Não tem tocadores de tuba.
A: Eu sempre quis tocar um instrumento de sopro. Talvez no terceiro álbum eu apareça com uma trombeta ou uma tuba.
E: Bata com uma trombeta.
A: Isso seria incrível.
E: Eu sei ler tuba, porque eu leio clave de baixo. Mas eu toquei flauta no ensino fundamental, eu fazia parte de um grupo de meninas chamado Tutty Fruitys.
A: Você sempre será uma Tutty Fruity de coração.

Tradução: Lorena Lima
HAIM fala sobre Prince, Met Ball e próximo CD HAIM fala sobre Prince, Met Ball e próximo CD Reviewed by Lorena Lima on 22:45 Rating: 5

Sora Templates

DESIGN BY LUDMYLA